Título: Seu Nome Era Morte
Autor: Nicholas Vernetti
Gênero: Suspense, Romance
Páginas: 326
Ano: 2017
Classificação: 3,5/5

Sinopse: A culpa é o que a morte do amor deixou para trás. Aqui os olhos sangram, e o sangue é transparente.”A garota quer morrer. Karen, a jovem que dizia possuir amor pela vida enfrenta o inferno. A perda do irmão, o abandono de seus pais, todos os sonhos desapareceram, os amigos não podem ajudá-la. Ela quer morrer, a vida não vale mais nada. E então, no Rio de Janeiro ela encontra aquele que se diz a própria Morte encarnada. O sedutor e poético homem lhe propõe um desafio: Ela deverá acompanhá-lo por três noites, para finalmente descobrir a verdade sobre a vida e a dor. Quando a Morte bate à porta trazendo um convite, não se pode recusá-lo.

"Quantos seres existem dentro de nós para formar o todo?"

SOBRE O AUTOR

Nicholas Vernetti nasceu em janeiro de 1995, em Porto Alegre, RS. Desde criança já queria ser escritor, mesmo que não conseguisse escrever nada. No entanto, conforme os anos passaram e foi compreendendo melhor o mundo, aproximou-se da filosofia e passou a apreciar tudo ao seu redor, como um poeta.

"Mas esquecemos. Esquecemos o quão fascinante e plena pode ser a vida, quão breve é este pequeno momento diante de nossos olhos, onde aprendemos tanto e nos fazemos tão importantes."

MINHA OPINIÃO

Olá meus queridos leitores!

Em um fim de tarde, recebi o convite para ler este livro. Nicholas Vernetti me apresentou sua obra e após uma análise, decidi dar uma oportunidade.

Meu primeiro contato foi com a sinopse, criei expectativas com a história, que em alguns detalhes, me fez recordar "A Menina que Roubava Livros" escrito por Markus Zusak. Entretanto, a história não tem nada a ver e a morte não é a narradora. Então, encontrei um pequeno desafio, esquecer o que me fez querer ler a história e dedicar meu tempo em conhecê-la em sua essência.

O segundo passo foi analisar a capa e ver se me dizia algo. Pouco atraente e talvez um tanto incômoda, por causa do jogo de cores, porém, recorda aqueles HQs dos anos 80 — eu não era nascida, mas já vi alguns. O que mais me interessou foi a sombra atrás da jovem, que possui um aspecto diferente do que deveria ser, sendo mais masculina e sem traços atrativos. Esse contraste me fez ter duas interpretações, sendo a primeira, um desafio para aprender a conviver com algo no interior da personagem. Como se houvesse algo que ela recusa admitir que existe, afinal, todos nós temos uma sombra, algo que não conseguimos aceitar dentro de nós ou uma situação que não queríamos ter vivido. Quando abraçamos isso, temos a oportunidade de nos conhecer e curar, podendo ter uma vida melhor e ser alguém completo. Já a segunda visão sobre a capa, é que a sombra simplesmente significa a morte.

Karen está em um momento muito difícil da sua vida, ainda não havia seguido adiante, após a morte de seu irmão. Continuava visitando lugares que lembravam o Lucas e seu relacionamento com Marcos era algo sem amor, na qual eram objetos um do outro. Mesmo saindo com os amigos, ela ainda ficava presa em seu mundo. Totalmente depressiva, o desejo de morrer era algo presente em seus dias, até conhecer alguém que lhe desafia a lhe fazer companhia por três noites. Karen havia conhecido alguém que dizia ser a Morte.

O clima do livro é um pouco tenso, por conta disso, o leitor pode seguir dois caminhos. O primeiro, seria dedicar seu tempo a ler cada capítulo assiduamente, a história nos envolve nessa atmosfera inquietante, é normal ficar querendo mais e mais. Entretanto, é possível fazer pausas para respirar. Algumas pessoas evitam ler esse estilo de histórias, para não ficarem tensas o dia inteiro, nessa situação, sugiro pequenos intervalos e que busquem ler ouvindo canções que não deixem seu coração sobrecarregado, já que é uma história que envolve uma linguagem de suspense, mesclando com alguns traços góticos.

Seu Nome Era Morte, envolve um universo poético e filosófico, o autor ainda dá um toque de gótico contemporâneo, já que transforma o ambiente em sentimentos mais sombrios, a história acontece no Rio de Janeiro atual e como eu já havia mencionado, envolve mais suspense e mistério.

Apesar de ter sentido mesclas de outros livros que já havia lido e também da expectativa que criei, observei que essa história possui um toque autêntico, com traços da personalidade do autor e seu estilo mais poético.

Por fim, devo dizer que é uma história envolvente para aqueles que admiram um gênero mais gótico, para alguém que curta um suspense e queira conhecer novos autores nacionais. Na minha opinião, Karen esconde segredos que podem mostrar a importância da vida, ou melhor, de seguir vivendo. A busca de uma alternativa após uma situação tão dolorosa e que as escolhas devem ser feitas por nós e não por outras pessoas, assim como devemos assumir as consequências.

Até a próxima! 


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