Título: A menina que roubava livros
Título Original: The Book Thief
Autor: Markus Zusak
Gênero: Romance, Ficção Histórica, Ficção Juvenil
Páginas: 494
Ano: 2008
Editoras: Intrínseca
IBSN: 9788598078373
Classificação: 5/5 — Favorito
Sinopse: Ao perceber que a pequena Liesel Meminger, uma ladra de livros, lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. A mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade. A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História.



“Quando a morte conta uma história, você tem que parar para ouvi-la”.

SOBRE O AUTOR

Markus Zusak: Nasceu no dia 23 de junho de 1975 em Sydney, Austrália. Sua mãe é alemã e seu pai é austríaco.É um escritor que ficou conhecido internacionalmente pelo seu best-seller "A Menina que Roubava Livros". Desde pequeno ouvia histórias da Alemanha Nazista e sempre sentiu vontade de contar as histórias que ouvia. Após publicar seu livro, ele foi nomeado por críticos australianos e norte-americanos de “fenômeno literário”. Recebeu quatro prêmios por livros que ele escreveu para jovens. Atualmente vive com sua esposa em sua cidade natal. Outras de suas obras são: Eu sou o mensageiro, A garota que eu quero, O Azarão, entre outras obras.

"Lamentou acordar. Tudo desaparecia quando ela estava dormindo."


MINHA OPINIÃO

Em 2011, tive a oportunidade de ler esse maravilhoso livro que marcou aquele ano e a minha vida. Tornou-se um dos meu livros favoritos e recordo, com muito carinho, cada detalhe escrito nele.

Se existe algo que amo fazer é analisar capas, lógico que essa não poderia ficar de fora. Existe uma grande simbologia nas cores da capa desse livro, sendo relatado pela própria morte, o quanto ela é fascinada pelas cores. Essas cores nos envolvem no clima da história e através delas, podemos ter uma percepção maior sobre o ambiente. O vermelho simboliza a guerra e o sangue derramado pela morte de tantos inocentes, tanto que vemos uma pessoa segurando um guarda-chuva vermelho, o que pode sugerir o derramamento de sangue comparado com uma chuva. O branco, nos leva para momentos de inverno na história, assim como o frio que nos remete a situação. Já o preto, me recorda unicamente a morte.

Neste livro, conhecemos a história de Liesel Meminger, um jovem que cativou a Morte a ponto de querer contar essa história. Com um trágico começo, notamos que os próximos meses da garota não serão fáceis. A mãe, por estar sendo perseguida, decide colocar seus filhos para serem adotados por uma família que aceitou ficar com eles, mas no caminho a morte do irmão e seu enterro foi algo marcante. Essa cena nos mostra a dor da perda que ela terá que aprender a lidar, assim como o início de um interesse por livros, além do gosto de adquiri-los através de surrupios. Ela aprende a ler e a escrever com seu novo pai, Hans Hubermann. No entanto, criamos uma certa antipatia com a mãe adotiva, já que ela constantemente faz repreensões. Nossa personagem principal precisa se adaptar a nova vida e aos poucos conhecemos novos personagens, que deixam a história ainda mais impactante e cheia de emoções.

O período da história acontece entre 1939 a 1943, durante duas fases da Segunda Grande Guerra. Desta forma, conhecemos um pouco da rotina, do ambiente e todo o clima que cercava aquelas pessoas. O modo como famílias se separavam, homens e jovens partiam para a guerra, o que era ensinado nas escolas, o que acontecia quando judeus eram levados para os campos de concentração e o castigo para aqueles que tentassem ajudá-los. O livro se tornou pequeno diante de tanta coisa que deixa o leitor chocado, são 480 páginas que prendem, cativam e emocionam.

Esse é um livro único, com muitas lições e simbologias. Por exemplo, o acordeão do Hans passa a ser um simbolo de esperança e segurança, no decorrer da história esse instrumento também é uma figura de sobrevivência, saudade e perda.

Os livros também são uma representação da personalidade da Liesel e também na história. A "fogueira de livros", que na verdade era uma enorme fogueira com todos os tipos de arte criada por judeus e aqueles que lhe davam apoio, além da censura, era como se queimassem o próprio escritor ou artista e isso nos dar uma angustia tão grande, quando a nossa querida Liesel rouba um dos livros, senti como se ela salvasse ele daquelas chamas imperdoáveis.

Se existe algo que me emociona, além de tudo que já foi citado, é a mensagem que o autor transmite sobre a importância da arte na vida de uma pessoa, principalmente em momentos tão dolorosos. A música e os livros, estão presente nos dias de Liesel, sempre confortando seu coração.

Na minha opinião, A Menina que Roubava Livros é uma história que deve ser lida por todos. Traz muitas lições, mensagens e conhecemos um pouco mais sobre a Segunda Grande Guerra. Até a próxima!


Deixe um comentário