Título: A mala de Hana – Uma História Real
Título original: Hana’s Suitecase – a true story
Autor: Karen Lenive
Gênero: Romance Biográfico
Páginas: 112
Ano: 2007
Editora: Melhoramentos
ISBN: 9788506050972
Classificação: 5/5 — Favorito
Sinopse: A mala de Hana é um retrato singelo, mas mostra como era cruel a vida das crianças submetidas ao Holocausto.
A história se desenrola em três continentes durante um período de quase setenta anos. Envolve a experiência da garotinha Hana e de sua família na Tchecoslováquia (atual República Tcheca), nas décadas de 1930 e 40: e uma jovem e um grupo de crianças em Tóquio, no Japão: e um homem em Toronto, no Canadá, nos dias de hoje.
Um relato que vai sensibilizar a todos, para que horrores semelhantes ao que atingiu Hana e outros inocentes nunca voltem a acontecer.


“Pensem em espaço. Pensem em liberdade. Deixem a imaginação viajar. Mostrem-me o que está em seus corações. Coloquem isso no papel.” 


SOBRE O AUTOR

Karen Levine nasceu em Ottawa, Canadá e está vivendo em Toronto. Desde pequena possuía interesse pelo Holocausto, mas não passava por sua cabeça escrever um livro. Já foi produtora executiva de “As it Happens”. Criou series como “This morning” e “Sunday Edition”. Vivendo em Toronto, começou a trabalhar na Rádio CBC e tornou-se produtora de outros programas. Já foi premiada diversas vezes, entre os vários prêmios, recebeu um pelo documentário que produziu sobre o Holocausto. Seu livro mais conhecido é A Mala de Hana.

MINHA OPINIÃO

Olá meus queridos leitores! Preciso confessar que tenho um interesse imenso por livros de ficção e não ficção sobre a Segunda Grande Guerra. Nessa segunda resenha, seguindo o ritmo de A Menina que Roubava Livros, não poderia deixar de falar de uma história que me emocionou muito. Estou falando de A Mala de Hana escrita pela autora canadense Karen Levine.

Estamos diante de duas história em um único livro. Começamos a história no momento atual — inverno do ano 2000 — a história começa em um museu de Tóquio, tendo como centro uma mala de aparência comum que pertencia a Hana Brandy, as crianças e a diretora sentiam curiosidade sobre aquela mala e sua dona, começaram a procurar por pistas, para ver se descobriam algo mais. Durante um ano Fumiko Ishioka, a diretora, fez viagens e pesquisas para dar respostas as perguntas das crianças e também as suas. Em paralelo com suas investigações, conhecemos a história de Hana, sendo que no primeiro capítulo sobre ela, temos a chance de conhecer como era sua vida durante a década de 1930, antes da guerra e depois, tudo que aconteceu com a menina e sua família no Holocausto.

A história é real, isso chega a ser chocante, por que enquanto temos uma ficção dessa época histórica, por mais emocionante que seja, é ficção e sempre rola aquela esperança de "Não pode ter sido assim, o ser humano não pode chegar a ser tão cruel". Mas diante de fatos reais, é impactante.

O livro é curto, mas vocês não tem ideia do quanto recordo dele e olha que foi lido em 2010. Chorei muito, lembro até que minha estava saindo do banheiro após o banho e ela me viu com os olhos encharcados, após perguntar o que houve, resumi para ela e também se emocionou.

Não posso contar muito com relação a história, já que qualquer coisa poderia ser um spoiler. O livro possui fotografias, tanto da menina como da história relacionado a Fumiko. Essas fotos nos deixam ainda mais ligada a história. Podemos acompanhar o antes e o depois da família Fumiko, o marco da mudança acontece em março de 1939.

Hana vivia na Tchecoslosváquia e sua família era judia. Eles viviam bem em uma casa de dois pisos, sendo no térreo ficava a loja que eles cuidavam e viviam no segundo andar. Até a menina ajudava e ela amava fazer isso. Ás vezes alguns doces sumiam e mesmo que a pequena Hana soubesse que era obra de seu irmão mais velho, ela nunca lhe dedurava. O verão de 1938 é um dos últimos relatos felizes que temos de toda a família unida e depois disso, somos obrigados a nos preparar para chorar.

Não vejo pontos negativos nesse livro, para mim está tudo harmônico. Desde a capa, com uma fotografia da menina, até a última página. Os capítulos intercalando presente e passado, assim como as imagens e a emoção nele, fez com que seja um dos meus livros favoritos. Impactante e cheio de informações sobre aquela época, esse livro eu certamente iria indicar para você e todas as pessoas que me pedirem uma indicação de leitura.

Até a próxima!

Outras opiniões: Respirando Livros


Deixe um comentário